Ela é Poeta.

Compreendemos que a escolha dos termos para denominar ou classificar o outro também é uma forma de se fazer política. Ninguém fala “O Poesia”, mas mesmo assim nos acostumamos a falar “O Poeta”. A língua também se estabelece culturalmente de acordo com os valores da sociedade dominante… No entanto, cabe a nós questionar a validade desses valores.
Conhecemos a conjugação “Eu poetizo, tu poetiza…” De maneira que, a palavra “Poetisa” está mais próxima de representar alguém que está sendo poeta, do que alguém que verdadeiramente é. Podemos questionar isso de diversas formas. Todavia, o mais importante é defendermos que Mulheres e Homens devem ter direitos e deveres humanos respeitados. E a nossa língua pode representar isso.